AS MAIS LIDAS DA SEMANA

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

DIREITOS DOS IDOSOS

         
           No crepúsculo do ano de 2016, o governo e o Congresso põem-se a falar sobre uma melhor atenção para com os idosos do nosso país. “Saúde e segurança” é a bandeira que será hasteada em benefício do cidadão mais velho. A saúde certamente exigirá dos planos de saúde melhor performance e menor custo para o cidadão; e na segurança certamente o aconselhamento aos velhinhos será o de não sair de casa desacompanhados! Fica, assim, tudo resolvido e o Governo não investe nada.
             A saúde que é paga pelo povo, através de suas contribuições mensais ao INSS, serve a todos os feitos e mal feitos dos governantes, e não melhora o nível de atendimento aos idosos que ficam, sem o auxílio doença, a esperar em filas que duram três meses para a avaliação, para só depois da mesma começarem a receber os salários devidos. Os hospitais públicos sem vagas para internamento, ou muitas vezes até para atendimento, são verdadeiras vitrines da má administração e do pouco investimento do Governo na saúde dos idosos contribuintes. Não faça campanha! Resolva em silêncio que o povo exaltará o bem feito!
            Para dar aos anciões condições de uma velhice com mais conforto, reduza a cobrança de impostos em compras de remédios e outros bens necessários a um envelhecer digno como fazem outros países, nos quais material médico, tais como equipamentos ortopédicos, apetrechos dentários e tantos outros, são isentos de impostos. A distribuição precária de remédios, para males crônicos de idosos, todo dia tem ameaçada sua continuidade, inclusive com o terrorismo de que as drogas mais caras seriam cortadas como medida de economia!
            A construção de hospitais bem equipados, principalmente com profissionais capacitados, deve dar continuidade à reforma na saúde que vem se arrastando como se não  existissem fundos para manutenção. O Governo diz é que vai destinar uma verba “tal” para isso como se as contribuições sociais não existissem!
            Na área de segurança não sei o que fará o Estado. Assaltos por quadrilhas organizadas acontecem todos os dias, não só ao comércio como a pessoas físicas que morrem ou perdem seus parentes com frequência. Poucos policiais, e além disso mal remunerados, formam um quadro de ameaçados e requisitados, não raramente, pelos criminosos a ajudarem em suas tarefas malfazejas.
            Um país que não respeita e protege seus idosos não tem respeito à história. Com aposentadorias reduzidas por índices sem justificativa, o Governo espolia os idosos sem piedade e vem agora com essa conversa fiada!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

O PAÍS SEM IDOSOS

             
             Novembro de 2016 e as campanhas continuam em favor dos idosos abandonados. São citadas histórias de sofrimento de velhinhos que sem parentes vivem a mendigar não só seu sustento físico mas também o acolhimento da sociedade incrédula de seu amanhã quando a necessidade de carinho e de companhia chega. Nesses momentos, surgem campanhas e instituições para levarem apoio a esses “aposentados”. “Adote um idoso! Faça o Natal de um velhinho!” E, assim, seguem os apelos, os mais diversos possíveis.
            Todos lembram as ajudas possíveis da sociedade, mas esquecem a principal e obrigatória: o respeito do governo a esses cidadãos que, depois de serem sugados durante sua vida em atividade, é legado a própria sorte pelos dirigentes e gestores das leis brasileiras. Mas isto é muito fácil de entender. Os políticos em sua grande maioria quando chegam ao ocaso de suas vidas já estão bastante abastados para comprar companhias interesseiras e todo o conforto em saúde e bem-estar que o dinheiro lhes possa dar! É o egoísmo do cuidar apenas de si próprio e esquecer os que lhes levaram ao poder! A culpa do descaso em que vive o idoso brasileiro reside na aposentadoria cretina sempre abaixo do salário da atividade anterior mesmo quando o empresário recolhe as leis sociais pelo teto. O cinismo é tão grande que o governo impede o recolhimento pleno do empregado, para, amanhã, dizer que o recolhimento do mesmo corresponde apenas a essa aposentadoria miserável! As leis apenas contemplam os políticos! O que vem para o povo são consequências obrigatórias que compõem os benefícios que chegam aos políticos.
            Por que os idosos são abandonados pela sociedade? Primeiro porque ninguém se aproxima de quem “não tem” nada para dar, a “lei do Gerson”; segundo porque ninguém valoriza os ensinamentos e receiam que seus erros sejam criticados pelos ilustrados idosos. Infelizmente, o respeito acontece a quem pode causar o bem e muito mais ainda a quem pode causar o mal! Na verdade, não é o caso dos anciões!
            O povo deve lutar contra essa hipocrisia do Estado que vive a distribuir tarefas para os cidadãos de bem com o intuito de tirar o corpo fora de suas responsabilidades quando essas não dão gordura para suas falcatruas de favores e poder junto às  classes produtoras esquecendo o futuro delas.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

O PROFESSOR E A MÃE

            Como professor, e já tendo uma vasta experiência docente em escolas públicas e privadas de nível médio e superior, resolvi fazer um paralelo entre as atividades de mãe e de professor. Isso se deu por conta da observância de as atividades relacionadas a essas duas importantes funções sociais  seguirem caminhos semelhantes em relação aos fazeres e à resposta da sociedade de uma forma geral.
            A mãe é quem acompanha seus filhos desde a fecundação até a morte. Durante esse período, muito investimento é feito com noites insones e, muitas vezes, esforços sobre-humanos para acompanhar e dar limites durante o desenvolvimento de seus filhos. Sempre estimulada a se desdobrar em atenção a sua cria, a mãe é exaltada por toda a esfera social como exemplo de amor e dedicação, não existindo alguém capaz de fazer par à sua dedicação aos humanos, representados por seus filhos. Essa dedicação sem troca ou interesse é uma exceção em relação a outros trabalhos dedicados aos humanos, como o serviço médico que tantos benefícios traz para os humanos, mas que tem recompensa pecuniária.
            O professor entra em atividade, em relação aos humanos, a partir da primeira infância, dando continuidade à formação social e à intelectual formal, complementando o aprendizado das atividades diárias e o comportamento iniciado pelos pais. Esse trabalho é continuado também até a terceira idade ou até quando existirem. Durante todo o decurso de sua vida acadêmica, o professor utiliza o tempo extraclasse para a preparação de suas aulas ou em cursos de atualização e poucas vezes deixam de entrar noite a dentro em pesquisas e estudos que venham a melhorar seu desempenho na sala de aula. Com a função precípua de educar socialmente, não raras vezes são agredidos pelos seus discípulos quando se sentem tolhidos em suas atitudes de desrespeitos e má conduta acadêmica. Movido pela qualificação da profissão que enseja respeito e reconhecimento de seus discípulos e da sociedade, os professores procuram investir cada vez mais em seus conhecimentos, frequentando cursos de pós-graduação e congressos que os levem a melhorar as suas aulas.
            Afora todo o paralelo descrito, notamos, particularmente, que as atividades da mãe e do professor não são recompensadas pela sociedade: os professores, com péssimos salários comparados com outras profissões liberais, principalmente quando na esfera do emprego estatal; as mães, as grandes representantes femininas, sem ajuda às suas necessidades durante a gravidez, nem da sociedade e nem do estado que as identifica como uma vivente e não um ser multiplicador da espécie, acolhedor de todos.
            Esses comentários estão estabelecidos àqueles que cumpriram e cumprem seus papéis com dedicação e responsabilidade, fazendo surgir bons frutos no pomar de humanos.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

ONDE RESIDE O SUBJETIVO EM NÓS

           O que nós chamamos de subjetivo, na verdade, é uma característica dos seres vivos tão objetiva quanto o mover de um braço. Pela imensidão de atributos confiados ao cérebro, acho que ele jamais poderia ser o depositário de tantas atitudes conscientes e inconscientes dos seres vivos. Desta forma, é melhor ampliarmos o nosso “locus” armazenador de tantas funções do corpo: memória, sentimentos, intuição e tantos outros itens, afora as subdivisões em imagens, sons, cheiros, dureza tornariam a massa cinzenta “preta”!
            Assim, é melhor que o nosso grande chefe, o cérebro, fique apenas com os atalhos de cada um dos eventos do corpo; e, cada componente físico do ser, armazene ou faça acontecer não só os dotes físicos, mas também as características denominadas de subjetivas. Não estamos aqui querendo convencer alguém a adotar essa nossa hipótese, estamos, apenas, desejando que nossos leitores olhem o conhecido por outros ângulos, e, esse olhar novo leve a pesquisa para outros campos, diferentes daqueles que nos ensinaram, e que precisam de reformulações de seus modelos. Quando todos pensam da mesma maneira, por acomodação ou para não provocar decepções em relação ao antes aprendido, os conhecimentos não florescem para o novo: são pensares clonados que não medram.
            O cérebro, guardando apenas os atalhos de suas funções, antes imaginadas ali, e interligando-as através das sinapses, terá um rendimento muito maior, devido à fonte das funções estarem mais próximas dos resultados requeridos. Com esse modelo, podemos dizer que o subjetivo do ser está espalhado pelo corpo e o cérebro simplesmente detona a energia residente no local da função. O amar, por exemplo, é um dote complexo que comunga com vários segmentos da vida do corpo e sobre ele se põe. Todo o corpo estremece para o amar: a lividez da face, os gestos impulsivos e as retrações finais. Os pensamentos, a ansiedade e os comandos para o afeto respondem ao subjetivo que conduz a todas as realizações de união dos corpos.
            Distribuindo o imponderável em todo o corpo, não negaremos a subjetividade a qualquer cultura, mas valorizaremos cada célula onde quer que ela esteja construindo o subjetivo.

sábado, 10 de dezembro de 2016

A DIFICULDADE EMPRESARIAL BRASILEIRA

            As leis no Brasil sempre surgem com mau cheiro principalmente quando implica o corte da própria carne do Estado  . Vejam agora a PEC55 dos 20 anos “sem aumento” das despesas do Governo que, traduzida em miúdos, permite durante 9 (nove) anos aumento das despesas estatais no limite da inflação e que, a partir do décimo ano, pode sofrer alterações nos índices de aumento antes limitados pela inflação. O povo fica contra a “PEC20” porque, admitindo os maus serviços do governo, principalmente nas áreas da educação e da saúde, o não sair da estagnação – cerceado os investimentos maiores – dará continuidade ao descaso ora existente. Esse temor não deve constituir-se como verdadeiro, pois, infelizmente, as leis no nosso país são efêmeras e mudam muito rapidamente em benefício do Estado. É melhor aguardar o desenvolvimento das ações parlamentares para implantação da Lei que surgirá em consequência da “PEC20”.
            Não é de se admirar que todo esse vai e vem da PEC seja com a intenção de estender a “Lei dos 20 anos” para as empresas privadas, no que concerne a aumentos, limitados à inflação durante o mesmo período, engessando a economia que deixará de ser ditada pelo mercado. Após o estabelecimento das novas normas para os empresários, o Governo poderá alterar a PEC em seu benefício e flexibilizar seus gastos, mantendo o mercado livre sufocado pela nova regra. Dessa maneira, serão achatados os lucros do empresário, que, trabalhando para o Governo, como acontece sempre, ajudará a tapar as crateras herdadas dos governos passados.
            Infelizmente, essa inconstância nas decisões do Estado têm afugentado vários investidores. Primeiro, porque não se sabe a verdadeira intenção na criação das leis: se é para benefício do povo ou para beneficiar o Estado. Segundo, porque as leis são instáveis em relação à continuidade de sua regulamentação, podendo sofrer alterações desastrosas para os investimentos canalizados à luz das regras antes vigentes. No Brasil, o Governo quer disputar o mercado com os empreendedores brasileiros, não entendendo como em outros países, que a economia da nação será mais forte quanto maior forem as empresas privadas. Os impostos e toda a carga burocrática estabelecida pelo Governo na gestão de uma empresa tornam o empresário um sócio do Estado que cuida de sugar os lucros e não assumir os prejuízos junto ao investidor que tropeça. É necessário que o povo esteja cada vez mais antenado na discussão e na redação de novas Leis para não ser surpreendido com escorregões nas cascas de bananas deixadas pelos  parlamentares.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

A DITADURA BRANCA


            Estabelecido um cenário democrático com parlamentares, senadores, deputados e vereadores, está formado um governo democrático! Então, vejamos. Quando se elege um parlamento, o intuito é que esses parlamentares trabalhem em benefício da sociedade, criando leis que melhorem o viver do povo composto pela maioria de trabalhadores  subalternos e pela minoria de empresários e políticos com seus assessores. O que tem acontecido no Brasil é que as leis votadas só vêm em benefício das minorias.
            Em primeiro lugar, as leis em benefício dos políticos atingem desde o valor e taxas de aumento de salários, que incluem verbas adicionais para o vestuário, para o transporte, para a segurança e para a saúde, até beneficies em aposentadoria, financiamentos e imunidades. Isso diferente da grande maioria dos países democráticos, nos quais (USA, por exemplo) as despesas pessoais da família do presidente são pagas pelo próprio presidente. Em seguida, vêm as leis cujo bojo beneficia sempre o estado, com maquiagem para iludir que foram feitas em benefício do povo. Por exemplo, na lei que regulamentou o emprego doméstico, o patrão recolhe mensalmente 3,2% como reserva para multa do FGTS quando da possível demissão sem justa causa do trabalhador! Isso garante ao trabalhador essa indenização, mas o governo é quem fica movimentando essa fortuna mensalmente enquanto o trabalhador não é demitido e ainda sem justa causa! Assim, a lei foi feita não para o povo mas sim para o governo ser beneficiado com esse caixa que não tem nome de imposto! Mas, sangra a economia do cidadão!
            Em segundo lugar, o “lobby” dos grandes empresários chega para definir as leis que os protejam em detrimento do povo em geral. Como desapropriações, eletrificação de propriedades, estradas que beneficiam terras adquiridas antes, sem valor por falta de acesso, e tudo mais como redução de impostos específicos e outros benefícios particulares. O que sobra para o povo? Muito simples: nada!
            A exploração não fica por aí. Faróis acesos para evitar acidentes, mesmo em vias de mão única, só levam a melhor identificação dos radares para multar. Por outro lado, queima mais rápido os faróis e reduz a vida das baterias dos veículos. Você é obrigado a aceitar leis sem consulta prévia, sem mostra de estatística dos benefícios causados em outros países. As leis são enfiadas de goela a dentro sem que se possa discutir os malefícios ou os benefícios dos atos, como se estivéssemos num país totalitário, no qual quem manda é o poder. Isso é uma ditadura branca. Viva o rinoceronte com pele de ovelha branca!